07 setembro, 2017

Um prato com leitura - A comida dos miúdos cá de casa da Dra. Ágata Roquette



Este livro foi paixão à primeira vista.
Quando vou às compras, não resisto ir ver os livros de culinária. 
É um vicio.
Este livro surgiu numa dessas visitas.
Quando o adquiri era a novidade, isto em Abril de 2017, e logo me prendeu o olhar.
Depois de o folhear, achei-o interessantíssimo.
Porque estava numa altura em que já não sabia o que enviar para o lanche da minha filha.
Estava um pouco cansada de ser pão com qualquer coisa e uma peça de fruta.
Embora, pesquisasse na internet, parece que não havia ideias e as que haviam, tinham ingredientes que ela não gostava.
Trouxe-o comigo e tem sido um enorme aliado.
Tem imensas receitas, conselhos e sugestões de pequenos-almoços, lanches, snack's e refeições prinicpais.
Este livro está muito bem conseguido, quer em receitas, textos e até em imagens. 
Tudo muito prático.
Têm que passar os olhos por este livro.
Já tinha tido oportunidade de ler os outros livros da Dra. Ágata Roquette, mas eram mais maçudos e mais difíceis de consulta.
Agora que as aulas estão a chegar, é sempre bom haver mais inspiração para os lanches.
Eu própria tenho essa necessidade.
Hoje trago-vos um pão caseiro deste livro.
É muito simples e rápido.
Gosto imenso de fazer pão mas há já algum tempo que não o faço regularmente e quero muito voltar a fazer.
Deixo-vos a receita que consta no livro e as minhas adaptações.

Ingredientes:

250g de farinha 65 s/ fermento
250g de farinha integral s/ fermento
400ml de água 
1 C. chá grosso
1/2 Pacote (aproximadamente 11g) de fermento de padeiro (eu utilizei uma saqueta de fermento seco da fermipan)

- Colocar as farinhas num recipiente fundo e misturar;

-Aquecer a água para ficar apenas morna. Misturar o fermento e o sal na água e mexer bem até que o fermento fique diluído;

- Juntar a água à farinha mexer até que absorva toda a farinha;

- Tapar o recipiente com um pano e deixar levedar durante 1 a 2 horas;

- Pré-aquecer o forno a 200º;

- Colocar numa forma de silicone e levar ao forno a 200º, durante 20 a 30 minutos.

A minha adaptação

- Colocar as farinhas e o sal no copo da Yammi, e seleccionar vel. 5, apenas 10 seg.;

- Aquecer a água no microondas e adicionar o fermento misturando bem;

- Adicionar a água à mistura das farinha e escolher a função amassar, deixar até que a massa fique uniforme;

- Passar uma forma de silicone por água e espalhar a massa pela forma;

- Levei ao forno, na função levedar;

- Depois de a massa ter duplicado o tamanho, escolhi a opção de cozer pão;

- Desenformei o pão e como gosto dele tostadinho, levei ao forno mais 15 min. a 200º.


Gostaram da sugestão de leitura e da receita?
Quem conhece este livro?




06 setembro, 2017

Perú no forno fica seco? Nem pensar...Experimentem...


A fotografia não faz jus ao sabor com que ficou esta perna de peru.
A carne ficou bastante tenra, facilmente se desfazia com o garfo.
Já tenho feito imensas vezes asas de peru e gostamos imenso, mas o meu marido teimava em dizer que fora isso, a carne de peru no forno ficava dura e não gostava.
Até hoje não tinha cozinhado mais nenhuma parte de peru no forno.
Até que a teimosia tomou conta de mim e decidi arriscar.
E fiz muito bem, porque o meu marido gostou muito.
Vão experimentar?


Ingredientes:

1 Perna de peru
2 Cebolas grandes
8 Dentes de alho
1 C. Sopa de orégãos
3 Folhas de louro
200g de vinho do Porto
400g de vinho branco
Sal
2 Laranjas
2 Limões
Azeite
Sal

- No talho pedi para darem uns golpes nas cartilagens, para que pudesse assar sem secar.

- No dia anterior à confecção da perna, colocar a mesma, num alguidar com água, as rodelas de uma laranja e as rodelas de um limão;

-No dia, escorrer a água na totalidade e eliminar as rodelas da laranja e do limão;

- Com a ajuda de uma mandolina, cortar as cebolas em rodelas e dispo-las no fundo do tabuleiro;

- Laminar os alhos e distribuir por coma das cebolas;

- Temperar com sal e com os orégãos;

- Adicionar as folhas de louro;

- Acrescentar a perna de peru, temperando com o sumo de uma laranja e de um limão;

- Acrescentar a batata doce, cortada aos cubos (a que utilizei estava congelada) e temperar com um pouco mais de sal, quer as batatas, quer a perna de peru;

- Regar com o vinho do Porto e com o vinho branco;

- Levar ao forno, pré aquecido a 180º durante 2 horas, mais ou menos;

- A meio do tempo vire o peru;

- Retire do forno e corte em pedaços.

Acompanhei ainda com arroz branco.

05 setembro, 2017

Organizar, planear e cozinhar - Inventário da despensa

Se há coisas que me dão imenso prazer, são sem dúvida cozinhar e organizar.
Nada mais apropriado para uma cozinha.
Se por um lado necessitamos de cozinhar, torna-se tudo mais fácil, se os produtos e os utensílios estiverem organizados.
Cá em casa, é o que eu faço.
Ao longo dos anos, depois de ter a minha própria casa, tenho testado alguns métodos mas encontrei o que funciona comigo.
Não é nenhum em particular, é uma junção de vários.
E uma das coisas que faço cá por casa, são inventários.
Quem já não ouviu falar em inventários?
Foi a melhor forma de conseguir organizar-me e não me falhar nada.
Parece demasiado complexo ao inicio mas depois é muito simples.

Vou-vos falar de um dos inventários que tenho cá em casa.

Inventário da despensa


Vantagens p/ mim:

- Consigo saber rapidamente todos os ingredientes que possuo na despensa e as suas quantidades;
- Evito desperdício alimentar, não deixando desta forma que os alimentos passem da validade;
- Quando faço a lista de compras, é muito mais fácil, ver o que realmente falta comprar;
- Não compro produtos em duplicado;
- Com a junção destes 4 factores, poupo dinheiro e tempo.

Honestamente não me recordo onde vi a primeira vez, este tipo de inventário.
Mas já o utilizo acerca de três anos, salvo erro.

A primeira vez que fiz este inventário, retirei tudo da despensa.
Limpei as prateleiras e fui anotando o que tinha num papel.
E fui organizando por categorias:
- Massas, arroz, açúcar, farinha, óleos, vinagres, azeite, produtos de pastelaria, etc.

Depois de tudo organizado, criei uma tabela no word, separando os produtos também por categorias.
Imprimi e tenho sempre na lateral do frigorífico.
Quando utilizo um produto, risco e coloco a quantidade que fica.
Por exemplo, tenho 5 latas de atum, utilizei 2, risco e coloco 3, que são as que ficam.
Vou utilizando este mesmo inventário durante um mês, mas também vou actualizando no computador.
Ao fim de um mês, imprimo uma nova, porque este inventário já está muito riscado.
É o método que tenho utilizado até agora.

Mas como tento ao máximo poupar no papel, estou a pensar imprimir este mesmo inventário e plastificá-lo.
Assim, não haveria necessidade de imprimir todos os meses.

No fim do mês partilho convosco se resulta.


Gostaram deste primeiro post da rubrica - Organizar, planear e cozinhar?





04 setembro, 2017

Na minha cozinha sem desperdício - Molho de tomate



Depois de partilhar convosco os novos conteúdos, fiquei muito contente com os vossos comentários.
Sinto-me muito grata, por vos ter aqui.
Percebi que gostaram das minha sugestões para este novo mês.
E como tal, hoje partilho convosco a primeira dica da rubrica: 


Na minha cozinha sem desperdício


Sugerindo-vos uma utilização de caixas plásticas de produtos variados, bem como a respectiva receita de molho de tomate caseiro. 
Cada vez mais opto por produtos que não venham em plástico.
Mas há produtos que são impossíveis de encontrar sem este material, infelizmente.
Porque apenas separar e colocar em eco-pontos não chega, há que fazer mais.
E é isso que tento fazer, pequenos gestos contribuem e muito, e o planeta agradece, bem como as gerações futuras.

Costumo comprar natas frescas, queijos para barrar (raramente), flor de sal, etc e todos vêm em caixinhas de plástico.
E o que faço depois de utilizar os produtos?
Vou guardando e quando necessito de fazer esta receita para congelar, utilizo-as.
Utilizo-as quase até à exaustão.

Agora vamos ao molho de tomate?

Ingredientes

1 Kg de tomate cortado em pedaços
Azeite
1 Cebola grande picada grossieramente
3 Dentes de alho picados grosseiramente
Sal
1 pitada de pimenta (uso moinho com uma mistura de bagas de pimenta)
1 Ramo generoso de orégãos frescos ou 1 C. sopa de orégãos secos
10 Folhas de manjericão fresco ou 1 C. sopa de manjericão seco

- Num tacho, colocar um fio de azeite, a cebola e os alhos;

- Levar ao lume até que a cebola murchar;

- Acrescentar o tomate e os temperos;

- Deixar que o tomate fique completamente mole e liberte todo o seu liquido;

- Verificar se necessita de mais sal;

- Depois de tudo bem apurado, passar com a varinha mágica, até obter um creme liso;

- Deixar arrefeceu um pouco e distribui pelas caixas aproveitadas de outros produtos.

Em cada caixa, tem aproximadamente duas conchas de molho.

Podem utilizá-lo como molho de pizza, basta para isso descongelá-lo.
Também poderão utilizar em outros cozinhados, sem necessidade de acrescentar polpa de tomate, por exemplo.

Gostaram da primeira sugestão?